De acordo com os comentários do último post deixo mais alguns esclarecimentos...
Meu pessimismo não é infundado, pois o som que passou a ser chamado de comercial se mostrou totalmente descartável, vende milhões e depois de um ano ninguém sequer se lembra que comprou tal obra.
Mundialmente fico um pouco confuso, pois se produz coisas de qualidade indiscutivelmente ruins e arte passa a ser apenas adorno de poucos músicos.
Acredito que uma banda de qualidade pode muito bem fazer seu som com personalidade e criatividade e vender bem por aí, mas tomou-se um gosto incrível pelo “descartável”, pois não há, por exemplo, a famosa preocupação com “O Segundo Álbum”: E se for um fracasso?(independente da qualidade) Quem paga a conta? Torna-se mais simples investir em hits chupados de outros hits, vender bem e pensar no próximo lançamento de outro produto descartável.
O Brasil é um triste exemplo de que a qualidade se esvaiu a algum tempo. Não é preciso dizer muito, basta olhar para as paradas, ligar o rádio. Criou-se uma acomodação terrível, onde o importante é vender músicas sem tutano, daquelas que vão tocar na novela e todos vão cantar juntos até a próxima banda nova aparecer e criar outro grande hit global.
A matemática é simples, há um caminho tão simples para o sucesso, porque vou arriscar algo mais difícil e tentar vender 100.000 cópias em 1 anos, sabendo que consigo isso em 1 semana?
Com certeza é um assunto que gera muita discussão e brevemente pretendo analisar isso mais profundamente e quem sabe um dia eu possa dizer que tudo mudou...
Escrito por Leo às 13h57
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